Artigo: Trabalho conjunto que dá resultado

Artigo veiculado pelo deputado federal João Paulo Papa no Jornal A Tribuna de domingo, 23 de julho

É inegável que a Baixada Santista conquistou uma grande vitória, com a ampliação do repasse de recursos financeiros da União para procedimentos de alta e média complexidades realizados principalmente, por hospitais e centros de especialidades. Serão mais R$ 120 milhões por ano, que devem ser distribuídos de acordo com os serviços ofertados por cada município – cardiologia, ortopedia, oncologia, entre outros. Para se ter uma ideia da importância dessa conquista, o valor é quase metade do que é repassado atualmente às nove cidades – algo em torno de R$ 270 milhões.
Porém, uma declaração do ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao final da reunião nos chama a atenção. O Ministro fez questão de frisar a importância do trabalho conjunto das lideranças políticas da Baixada neste tema: “Este é um comportamento que não se vê em todo o Brasil e algo que desejo colocar em prática: a efetiva implantação de políticas regionalizadas para a saúde. Vejo como o caminho para solucionarmos as maiores demandas existentes no País”.
Sempre enxerguei no trabalho conjunto o caminho adequado para alcançarmos os avanços que a nossa região tanto precisa. Foi assim, por exemplo, com o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Desde o início dos anos 2000, ainda como secretário de Planejamento do Município de Santos, defendia a implantação do modal como ferramenta de integração entre as cidades da Baixada. O caminho foi longo, muitas batalhas vieram, porém hoje o VLT é um sucesso e os pedidos – justos, aliás – de ampliação para os demais municípios surgem com força.
Voltando à questão da saúde vimos mais uma vez que, quando todos estão unidos, centrando esforços em um objetivo comum, as possibilidades de êxito são muito maiores. A ampliação do repasse para a saúde da região, mesmo em meio ao momento difícil e delicado vivido no País, é uma vitória da união de todas as lideranças e forças políticas regionais: vereadores, secretários, prefeitos, deputados estaduais e federais. Os novos recursos serão decisivos para o esforço de recuperação e reabertura de hospitais e maternidades, para a renovação da frota do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e para a contratação de mais médicos para a região.
Essa é, sobretudo, uma conquista, da população da Baixada Santista, que se mantém firme na luta por um sistema público de saúde eficiente.
Agora, cabe aos prefeitos e gestores fazer a lição de casa em conjunto com a Agem , Condesb e a Diretoria Regional de Saúde (DRS-IV), organizando de forma pactuada a distribuição dos novos recursos. É um trabalho que exigirá grande atenção, equilíbrio e bom senso na definição das prioridades evitando-se, dentro do possível, a sobreposição de serviços.
Tenho convicção que o Governo do Estado de São Paulo, ente fundamental do sistema público de saúde regional, também está atento a este momento. Em reunião recente com o secretário David Uip, profundo conhecedor de nossa realidade, pude constatar a preocupação com a organização do sistema regional de saúde e a total disposição em contribuir.
Que o espírito de união, gerador da recente conquista, se mantenha nas decisões que se seguirão. Só assim a Baixada Santista poderá se desenvolver como região integrada e solidária.

Artigo A Tribuna

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2017-07-24T15:30:59+00:00